ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides)

FIV e saúde reprodutiva

ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) está disponível em 8 hospitais em 2 cidades pela rede Voumed.

8 hospitais oferecem este procedimento em 2 países pela rede Voumed; 6 deles possuem acreditação JCI.

Como o Voumed verifica os recursos dos hospitais

A ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é a etapa laboratorial da FIV na qual um embriologista introduz um único espermatozoide diretamente dentro de um óvulo maduro com uma agulha muito fina sob o microscópio, em vez de deixar que o espermatozoide e o óvulo se unam espontaneamente. Ela foi desenvolvida para casais em que a contagem, a motilidade ou a morfologia dos espermatozoides tornam a fertilização natural improvável, e hoje é utilizada em muitos ciclos de FIV porque oferece à equipe de embriologia controle direto sobre a fertilização. O objetivo é obter um embrião saudável que possa ser transferido para o útero, e o restante do ciclo, da estimulação ovariana ao teste de gravidez, segue o caminho habitual da FIV. Muitos casais viajam para o exterior para realizar a ICSI a fim de ter acesso a laboratórios de embriologia experientes, opções de testes genéticos e ciclos bem organizados e planejados de acordo com sua estadia.

Pontos principais

  • A ICSI fertiliza o óvulo injetando um espermatozoide selecionado diretamente dentro dele, podendo funcionar mesmo quando há pouquíssimos espermatozoides disponíveis ou quando eles apresentam motilidade ou formato anormais.
  • Ela é indicada para infertilidade por fator masculino, para espermatozoides coletados cirurgicamente do testículo, após uma tentativa anterior de FIV em que os óvulos não fertilizaram e quando os embriões passarão por testes genéticos antes da transferência.
  • O ciclo começa com injeções hormonais a partir do segundo ou terceiro dia da menstruação, os óvulos são coletados sob anestesia geral de curta duração quando os folículos estão maduros, e a microinjeção é realizada no laboratório no mesmo dia.
  • Os embriões são acompanhados por alguns dias e um deles é colocado no útero com um cateter fino, seguido por suporte de progesterona e um teste de gravidez no sangue cerca de dez a doze dias depois.
  • Nem todo óvulo fertiliza ou continua se desenvolvendo, e a chance de gravidez depende principalmente da idade da mulher e da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides, por isso a equipe define expectativas realistas antes do início do ciclo.
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Visão geral

Anestesia
anestesia geral de curta duração ou sedação para a coleta de óvulos; sem anestesia para a transferência embrionária
Internação
ambulatorial; algumas horas no dia da coleta de óvulos
Duração do procedimento
coleta de óvulos em cerca de 15 a 30 minutos; a injeção propriamente dita é feita no laboratório no mesmo dia
Recuperação
atividades leves normais no dia seguinte à coleta de óvulos; repouso breve após a transferência, seguido pela espera do teste de gravidez
Tempo até a viagem de volta
geralmente logo após a transferência embrionária, conforme orientação da equipe médica
Resultados visíveis
a fertilização é verificada no dia seguinte; teste de gravidez no sangue cerca de 10 a 12 dias após a transferência

O que é

A ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), frequentemente chamada de microinjeção, é um método de fertilização de óvulos no laboratório de FIV. Na FIV convencional, os óvulos coletados são colocados em uma placa com os espermatozoides preparados, e a fertilização ocorre de forma espontânea. Na ICSI, o embriologista primeiro remove a camada de células de suporte ao redor de cada óvulo maduro, seleciona um único espermatozoide, aspira-o em uma micropipeta e o introduz dentro do óvulo sob grande aumento óptico. Todo o restante, desde a estimulação dos ovários até a transferência do embrião e o suporte ao início da gestação, é idêntico a um ciclo padrão de FIV. Como basta um único espermatozoide para cada óvulo, a ICSI pode ser associada a espermatozoides coletados cirurgicamente do testículo ou congelados previamente, além de permitir testes genéticos nos embriões antes da transferência.

Quando é indicada

A ICSI é indicada principalmente quando o sêmen masculino torna a fertilização natural improvável: baixa contagem de espermatozoides, motilidade reduzida ou alta proporção de espermatozoides com formato anormal. É o método de escolha quando os espermatozoides precisam ser coletados diretamente do testículo por procedimentos como TESA, TESE ou micro-TESE, incluindo amostras que foram congeladas e descongeladas. Também é recomendada quando os óvulos não fertilizaram, ou tiveram baixa taxa de fertilização, em um ciclo anterior de FIV, e quando os embriões serão submetidos ao teste genético pré-implantacional, pois a microinjeção evita que outros espermatozoides fiquem aderidos à parte externa do óvulo. Algumas clínicas a utilizam em casos de infertilidade sem causa aparente ou quando há um número reduzido de óvulos, garantindo que cada óvulo maduro tenha boas chances de fertilizar. A decisão é tomada em conjunto com o especialista em fertilidade após a avaliação de ambos os parceiros.

Como o procedimento é realizado

O ciclo começa no segundo ou terceiro dia da menstruação com injeções diárias de hormônios que estimulam o crescimento de múltiplos folículos; a dose é ajustada de acordo com a idade da mulher, o peso corporal, a reserva ovariana e ciclos anteriores, e o desenvolvimento é acompanhado por ultrassonografia e exames de sangue ao longo de aproximadamente dez a doze dias. Quando folículos suficientes atingem o tamanho adequado, uma injeção de maturação (trigger) finaliza o amadurecimento dos óvulos e, cerca de um dia e meio depois, eles são aspirados por via vaginal com uma agulha fina guiada por ultrassom, sob anestesia geral de curta duração ou sedação. Na mesma manhã, o parceiro fornece a amostra de sêmen ou os espermatozoides obtidos previamente por procedimento testicular são descongelados. No laboratório, o embriologista prepara os óvulos maduros, escolhe um espermatozoide de aspecto normal para cada um e realiza a injeção. A fertilização é confirmada no dia seguinte, os embriões são cultivados por três a cinco dias e o embrião selecionado é transferido para o útero por meio de um cateter fino, sem necessidade de anestesia; embriões excedentes de boa qualidade podem ser congelados. A progesterona é administrada para preparar o endométrio, e um exame de sangue cerca de dez a doze dias após a transferência confirma se houve gestação.

Indicações e preparação

Bons candidatos são casais com infertilidade por fator masculino, falha prévia de fertilização ou planejamento de recuperação cirúrgica de espermatozoides ou teste genético embrionário, nos quais a mulher ainda possui reserva ovariana passível de estimulação. O preparo começa com uma consulta conjunta para analisar exames e tratamentos anteriores, evitando repetições desnecessárias, seguida pela avaliação hormonal e ultrassonográfica da reserva ovariana, pelo espermograma e, se necessário, pela avaliação andrológica do parceiro. Alterações intrauterinas que possam reduzir a chance de implantação, como pólipos, miomas, sinéquias ou líquido em trompas obstruídas, são tratadas por histeroscopia ou laparoscopia antes do ciclo. A triagem de infecções, a avaliação clínica geral e orientações sobre peso, tabagismo, álcool e cafeína completam a investigação. Para pacientes internacionais, boa parte dessa etapa pode começar a distância a partir de laudos existentes, sendo o protocolo confirmado e o primeiro ultrassom realizado logo na chegada.

Recuperação e planejamento do tratamento no exterior

A coleta de óvulos é um procedimento ambulatorial rápido; cólicas leves ou pequenos sangramentos posteriores são comuns, e a maioria das mulheres retorna às atividades leves habituais no dia seguinte. A transferência embrionária dura poucos minutos, não exige anestesia e é seguida por um breve repouso, após o qual a rotina diária pode ser retomada enquanto o uso de progesterona continua até o teste de gravidez. Ao planejar o tratamento no exterior, o ciclo a fresco completo, desde a primeira injeção até a transferência, costuma levar cerca de duas semanas e meia a três semanas na cidade de destino, permitindo que os ultrassons de controle, a coleta e a transferência sejam realizados pela mesma equipe; alguns casais optam por congelar os embriões e retornar para a transferência em um ciclo posterior, reduzindo o tempo de cada estadia. O voo de volta geralmente é liberado logo após a transferência, conforme orientação da equipe assistente, e o teste de gravidez no sangue pode ser feito perto de casa, compartilhando o resultado a distância. O acompanhamento continua por mensagens ou vídeo com o auxílio de intérpretes e coordenadores, e os cuidados do início da gravidez são transferidos para um obstetra local.

Riscos, segurança e resultados

A ICSI é uma técnica consagrada e a etapa laboratorial em si é segura para a mulher; os riscos do ciclo são os mesmos da FIV em geral. A estimulação hormonal pode causar inchaço e desconforto e, com menor frequência, hiperestimulação dos ovários, exigindo monitoramento ou ajustes no plano de tratamento. A aspiração folicular apresenta um risco pequeno de sangramento ou infecção. Nem todo óvulo coletado é maduro, nem todo óvulo maduro fertiliza e alguns embriões interrompem o desenvolvimento, de modo que a quantidade disponível para transferência ou congelamento só é conhecida alguns dias após o início do cultivo. A transferência de mais de um embrião eleva a probabilidade de gestação gemelar, motivo pelo qual a quantidade transferida é definida com base na idade da mulher, na qualidade dos embriões e em tentativas anteriores. As taxas de gravidez diminuem com o avanço da idade da mulher, e a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides tem maior peso do que a técnica de microinjeção em si; métodos de seleção espermática como o IMSI, monitoramento embrionário contínuo e testes genéticos são oferecidos em alguns laboratórios para otimizar a seleção. Seu especialista conversará sobre as chances esperadas para o seu caso antes do início do procedimento.

Perguntas frequentes

Estas respostas são orientações gerais e podem variar conforme a instituição. Confirme os detalhes com o hospital escolhido.

Qual é a diferença entre a ICSI e a FIV clássica?

Na FIV clássica, os óvulos e os espermatozoides preparados são colocados juntos em uma placa de cultivo para que a fertilização ocorra espontaneamente. Na ICSI, o embriologista injeta um espermatozoide selecionado diretamente dentro de cada óvulo maduro. A estimulação, a coleta de óvulos, o cultivo embrionário e a transferência são iguais; apenas a forma como a fertilização acontece é diferente.

Quem precisa de ICSI em vez da FIV convencional?

Casais com baixa contagem, motilidade reduzida ou formato alterado dos espermatozoides, espermatozoides coletados diretamente do testículo, histórico de ciclo anterior sem fertilização dos óvulos ou planejamento de testes genéticos nos embriões. O seu especialista define a indicação após a avaliação de ambos os parceiros.

A ICSI pode ser feita se o espermatozoide precisar ser retirado do testículo?

Sim. Espermatozoides obtidos por TESA, TESE ou micro-TESE, incluindo amostras congeladas previamente e descongeladas no dia, podem ser usados na microinjeção, pois basta um único espermatozoide para cada óvulo.

Quanto tempo dura um ciclo e por quanto tempo devemos ficar no exterior?

Um ciclo a fresco vai do segundo ou terceiro dia da menstruação até a transferência em cerca de duas semanas e meia a três semanas, com o teste de gravidez cerca de dez a doze dias após a transferência. A maioria dos casais permanece na cidade de destino durante todo o ciclo; congelar os embriões e retornar para a transferência em um ciclo posterior é uma alternativa que reduz a duração de cada viagem.

A coleta de óvulos é dolorosa?

A coleta de óvulos é realizada sob anestesia geral de curta duração ou sedação e costuma durar de 15 a 30 minutos. Cólicas leves ou pequenos sangramentos posteriores são comuns e cessam em um ou dois dias. A transferência embrionária não necessita de anestesia.

Todos os óvulos fertilizam após a ICSI?

Não. Apenas óvulos maduros podem ser injetados, uma parte deles não fertiliza e alguns embriões interrompem o desenvolvimento nos primeiros dias. A equipe informa o número de óvulos fertilizados no dia seguinte à coleta e a quantidade de embriões aptos para transferência ou congelamento alguns dias depois.

Os embriões podem ser testados para alterações genéticas?

Sim. O teste genético pré-implantacional pode ser realizado em embriões gerados por ICSI para rastrear alterações cromossômicas ou uma doença hereditária específica na família, permitindo transferir um embrião não afetado. Seu especialista explicará se o teste é indicado para o seu caso.

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